terça-feira, fevereiro 10, 2009

DIRETO DAQUI DE ALPHAVILLE: CRISE: FÁBRICA DA ZOOMP FECHADA- MATÉRIA II

PARTINDO DA ÚLTIMA MATÉRIA, VEJA O RESULTADO DE TAMANHO "INVESTIMENTO" DA I'M, QUE SE VALEU DE MUITOS CRÉDITOS/EMPRÉSTIMOS PARA DESNVOLVIMENTO DE SEU CURTO TRABALHO: RESULTADO- ABRIL DE 2008: Donos da holding de moda I’M são destituídos da gestão por credores.

Os investidores Enzo Monzani e Conrado Will não estão mais à frente da holding de moda I’M, que além da Zoomp, é dona da Clube Chocolate e da grife Fause Haten. A queda foi terrível! Também vendem a empresa de celulares BenQ para empresário estrangeiro. Após uma dura negociação, o fundo carioca Global Capital, um dos principais credores da companhia_ que lhe faziam tais empréstimos, conseguiu destituí-los da gestão financeira e administrativa. A saída da “dupla” foi a condição imposta pelo fundo para a entrada de um novo aporte de capital no valor de R$ 20 milhões. A expectativa é que o dinheiro devolva fôlego ao grupo, hoje envolvido em graves problemas financeiros.

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Os investidores não venderam as ações, mas a partir de agora a I’M será comandada por um comitê formado por sete membros - quatro indicados pela Global Capital e três apontados por Enzo e Conrado. “Estamos montando uma força-tarefa. Ao mesmo tempo que contratamos uma auditoria (KPMG) para descobrir o tamanho real da dívida, vamos fazer um plano de negócios para restabelecer o fluxo de mercadorias na Zoomp, que é a prioridade agora, pois representa 90% da receita do grupo”, afirmava o presidente da I’M, Vicente Mello.

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A situação crítica do grupo ficou mais visível com a saída do estilista Alexandre Herchcovitch no mês de maio de 2008. Há duas semanas, a Zoomp praticamente parou. Algumas confecções deixaram de entregar mercadorias por falta de pagamento, já que as peças são confeccionadas em fábricas como a Guarará Jardins, de acordo com seu segmento, mantendo parcerias profissionais por meio da terceirização.

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Desde então, os problemas da Zoomp passaram a crescer de maneira exponencial, chegando à situação ora citada.



Em nosso meio empresarial, chamamos isto de economia criativa e, de acordo com a equipe do grupo Guarará Jardins, fabricante de alta-costura que fabrica para duas marcas e vende peças com o selo de sua grife para algumas boutiques brasileiras, é possível afirmar que esta prática das grifes populares é comum no exterior.

Modelos de bolsas Guarará Jardins inspirados em John Galliano da Christian Dior.





Modelos de bolsas Guarará Jardins inspirados em Miuccia Prada.

Super bolsa Gucci (em minha foto do perfil, no avatar): inspiração para a Guarará Jardins na França.
Mas, infelizmente, sucedeu aquilo que vínhamos presumindo e observando já há um bom tempo, até a data de ontem, 09/02, com o triste ocorrido na fábrica da Zoomp, por ora, tão prejudicada. Sem capital e com imensas dívidas, holding da moda disse, ainda no ano passado, ter sofrido tamanha pressão, à ponto de ser acusada até de anunciar a compra da grife Cúmplice sem ter fechado negócio. Depois de tamanhas promessas em cada causa... os efeitos!
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EXEMPLOS MUNDIAIS DO NEGÓCIO:



No mundo, o maior exemplo é a LVMH, sigla do conglomerado francês de marcas de luxo, Louis-Vuitton-Moët-Henessy, do megaexecutivo, Bernard Arnault. Sob o guarda-chuva da LVMH estão marcas de alta costura e prêt-a-porter (Dior, Louis Vuitton, 50% da Fendi, etc.), perfumes (Givenchy, Guerlain, etc.), relógios e jóias (Tag Heuer, Chaumet, etc.), e outras, totalizando cerca de cinqüenta grifes.





Os outros dois grupos, menores, mas também com grifes de peso são François Pinault, conhecido como PPR (YSL, Stella McCartney, Alexander McQueen, Gucci, etc.) e o Grupo Prada que inclui a Prada, Jil Sander, entre outras, e os 50% restantes da Fendi.

François Pinaut - PPRNo Brasil, depois de duas aquisições que mexeram com o mercado de moda, a da Rosa Chá pelo Grupo Marisol e a Sommer pela AMC Têxtil, os investidores finalmente perceberam que moda é investimento.

Liderando a tendência está o grupo HLDC, dos sócios Enzo Monzani e Conrado Will, do mercado de capitais (bancos Patrimônio e Pátria), que formaram a I’M (Identidade Moda), dirigida por Vicente Mello, para gerenciar as marcas Alexandre Herchcovitch, Clube Chocolate, Cúmplice, Fause Haten, Zapping e Zoomp.Essas duas últimas foram vendidas ao grupo pelo empresário-estilista Renato Kherlakian, no ano passado, mas ele já havia traçado novos projetos com a I’M: - Vou fazer a minha marca de moda masculina, a RK, e abrir uma loja nos Jardins. Expansão Na onda de aquisições, está a In Brands, que recebeu recursos do banco UBS, e detinha, naquele momento, a Ellus e a 2nd Floor, mas já tem outras na mira.

Os irmãos Anderson e Jefferson Birmann cederam 25% de sua marca de calçados à Tarpon All Equities de Pedro de Andrade Faria. Egresso da Nike, o executivo Dipa DiPietro assumiu a direção de branding no tradicional Grupo Pasmanik (Cori e Luigi Bertolli) para expandir o portfolio de suas marcas.




No ano passado, no back stage do SPFW, foi perguntado ao estilista sobre o controle acionário de sua empresa pela I’am_ já que esta adquiriu a Fause Hauten em 100%. Ele respondeu que teria mais tempo para criar.

INFELIZMENTE, ILUSÃO! De um modo geral, alguns criticavam a “quebra de monopólio” em face de uma análise nacionalista. Penso que não houve maior desafio para os atores sociais envolvidos senão a adversidade de opiniões a fim de buscar um equilíbrio, até porque o fato está consumado e eis os resultados mais claros do que nunca!
Para a economista, Lídia Goldenstein, é “um complexo de atividades profundamente ancoradas nas economias urbanas e que são propulsoras de inovação e da ampliação da capacidade produtiva do conjunto da economia nacional, inclusive de setores considerados mais tradicionais”.
Lala Deheinzelin, superintendente de cultura do Núcleo de Estudos do Futuro da PUC-SP, esboça a situação de maneira mais simplificada: - Trata-se de um guarda-chuva que abrange atividades que têm a criatividade e os recursos culturais como matéria-prima. Um aspecto da economia criativa, o de formar conglomerados que detém uma parte ou a totalidade do controle acionário de empresas de moda.



“Um raio não cai duas vezes em um mesmo lugar”_ raio este que inspirou a sua própria decisão de fabricar as primeiras calças que mudariam a história da moda, em 1974. Desejo sorte ao colega Renato, figura ilustre para nós, usuários de suas excelentes peças e seus discípulos no mundo "da moda". Modéstia parte, me refiro a sua empresa fazendo alusão apenas ao mundo dos negócios: hoje, fabrico roupas; amanhã, não mais: fabricarei carne seca e embutidos; fabricarei livros; fabricarei "negócios", desde que lícitos. 

O mundo dos negócios não implica necessariamente em paixões culminadas às nossas habilidades profissionais. Isto é empreender! Mas quem teve o privilégio de conhecer o Renatinho bem sabe que ele não é apenas um empreendedor_ como em nosso caso... Na verdade, ele é o criador de um reduto de moda fascinante que mexe com os sonhos dos fashionistas!
Portanto, sabemos que se erguerá com verdadeira proeza e atitude.

Esse raio é seu, cara!

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

DIRETO DAQUI DE ALHPAVILLE: CRISE- FÁBRICA DA ZOOMP FECHADA!




OUTRO SUSTO- agora, EM NOSSO MEIO EMPRESARIAL: com muito lamento, informo que, ontem, a justiça de Barueri, grande São Paulo, lacrou a fábrica da Zoomp aqui em Alphaville. Para nós, isto é um fato estarrecedor. Estamos desolados com a situação crítica que desfavorece o andamento da empresa. Ainda que minha visão seja oposta, com correntes de pensamentos distintas, observo que "as cores do nacionalismo, outrora tão vivas, não estão desbotando somente no setor petrolífero, mas em quase todos os setores”.

Tanto cogitou-se acerca da quebra do monopólio, determinado pela Lei do Petróleo, em 06 de agosto de 1997, à propósito estamos vivendo “tal quebra” em outros seguimentos empresariais, alguns até mesmo se internacionalizando em virtude de estarem praticamente quebrados.
Um oficial de justiça veio cumprir um mandado hoje, aqui na Av. Tucunaré, 222, em Alphaville. Segundo uma funcionária da fábrica, ele concedeu o prazo de uma hora para que todos os funcionários deixassem o prédio, que seria lacrado naquele instante.



Muito abatido na útlima participação da SPFW, em junho de 2008, Renatinho, muito sensível, mencionara sobre seu filho de 8 anos de idade_ mais novo que seus netos.

Segundo informações diretas e fontes de reportagens, “A Zoomp passa por uma grave crise financeira, que foi agravada com a venda da marca para o grupo Holding I'M, em julho de 2006, em meio a promessas de injeção de meio bilhão de dólares e formação de um novo conglomerado, com grifes como Alexandre Herchcovitch e Fause Haten - ambas já se desligaram do grupo, diga-se de passagem, excelente decisão... antes cedo do que nunca, ao passo de ter ocorrido o pior!

Em entrevista para a revista "Veja" em novembro passado, o estilista Renato Kherlakian, criador da Zoomp, afirmava:

"A marca, como era antes, morreu. O número de funcionários caiu de 800, em 2006, para cerca de 100. Avalio que tenha perdido 70% em faturamento e 98% em prestígio. Eu apostei errado. Vendi a Zoomp porque ela estava altamente endividada e queria encontrar uma forma de eternizá-la".

Com o aumento das dívidas sob gestão da nova holding, a Zoomp deixou o calendário de desfiles do Sâo Paulo Fashion Week, após a temporada Inverno 2008, e deu início ao fechamento de lojas em pontos importantes, como os shoppings Iguatemi e Morumbi, em São Paulo, e BH, na capital mineira. Não há previsão para retomada das atividades na fábrica, de acordo com as informações passadas aos funcionários”.





TRAJETÓRIA:

Renato Kherlakian é descendente de armênios e seu histórico familiar me faz lembrar inúmeros fatos incomuns, com valores tradicionais que prezo muito em minha vida. Seus bisavós e avós chegaram ao Brasil sem absolutamente nada. Já seus pais eram donos de uma grande loja de caxemira no centro de São Paulo (camisaria) e prosperaram muito aqui na cidade. Renato nasceu m meio desse privilegio e pode crescer e acompanhar a carreira de comerciante dos seus pais. Assim, fez jus à tradição familiar!

A confecção e o comércio de vestuário com o nobre tecido oriental era uma atividade antiga da família_ mesmo sem dinheiro nenhum no Brasil, trazida da Armênia e resgatada por aqui. Os antepassados dos Kherlakian, isto é, aqueles ascendentes de grações muito distantes, haviam se enriquecido com a caxemira, chegando a ter um entreposto no Reino Unido, de onde a distribuíam os produtos para a Europa.

Para quem não sabe, Renatinho quis sair do meio do comércio e, assim, tentou outras profissões, trabalhando com publicidade, turismo e, coincidentemente, se formou em Direito_ porém não teve o privilégio de exercer essa maravilhosa carreira concomitantemente aos seus negócios. Mas o fato é que nada disto lhe satisfez! Mesmo sem formação específica, virou criador/estilista por pura convicção. Haja vista desde menino já saber montar, cortar e modelar uma peça de roupa, por crescer e trabalhar em tempo integral na camisaria do pai. Seu dom é uma proeza!

Em suas próprias palavras, “o raio amarelo” foi a própria energia que lhe inspirou no mundo da moda. Entretanto, a Zoomp nasceu em 1974, quando Renato tinha apenas 24 anos de idade. Os primeiros jeans que fabricou eram anatômicos, com design moderno para a época e dotados de um pequeno raio amarelo. As peças caíram nas graças da cultura de estilo hippie. Para o empresário, as calças significaram a continuidade de um negócio familiar promissor_ peça marco e fundamental da grife.

Com 30 anos de atividade, vendeu em lojas próprias, franquias e exportou em grandes quantidades para vários países. Um showroom em Paris cuida de todo o comércio internacional mas, agora, não poderemos precisar seu destino. A Zoomp participava da São Paulo Fashion Week desde a primeira edição do evento, quando se chamava Morumbi Fashion_ meu sonho de infância, que perdurou até 1996, quando conheci e participei do evento_ e, na mesma época, já se sucedera a SPFW.


No último SPFW em que participou, para a coleção inverno 2009, no mês de junho do ano passado, ele estava muito desanimado, com semblante triste por não poder assegurar nada sobre o futuro da empresa. Renatinho teve outros momentos muito difíceis em sua vida, tanto pessoal como profissional. Todavia, este momento dói em seus seguidores, sobretudo em quem já nasceu acompanhando seu trabalho_ minha inspiração desde a infância_ , de modo que é compartilhado conosco, no silêncio da maior referência de marca e da maior história de franquias do país.

Entenda o que chamo de “quebra do monopólio” na indústria da moda, bem como a “internacionalização” das grifes:

A nova empresa, até então recentemente constituída, de nome holding I'M (Identidade Moda), que passou a controlar seis prestigiosas grifes brasileiras que estavam à perigo de fechar as portas, havia tornado um dos grupos mais fortes da moda no país. Foi audaciosa ao prometer investir, no ano de 2008, cerca de R$ 14 milhões na abertura de novas lojas e R$ 22 milhões no marketing das marcas.

Controlada pela empresa brasileira HLDC Investimentos, dos sócios Enzo Monzani e Conrado Will, a holding havia comprado a Zoomp, Zapping, Alexandre; Herchcovitch, Herchcovitch Jeans, Fause Haten e Cúmplice, além de ter adquirido o controle da rede de lojas de luxo Clube Chocolate.
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A I'M planejava ainda comprar novas marcas nos próximos meses, contemplando diferentes estilos de roupas. "A idéia é criar um portfólio de marcas com muita identidade, que não concorram entre si e sejam complementares", disse Vicente Mello na época, então presidente da I'M.
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Segundo ele, os novos alvos seriam marcas de roupas esportivas (active wear), de roupas casuais, de acessórios (como bolsas e calçados), de lifestyle urbano e outras grifes autorais, como Herchcovitch; Alexandre H. e Fause Haten.
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A compra da Cúmplice, marca até agora menos conhecida no meio da moda_ o que a torna mais exclusiva, atendia, para a holding, a necessidade de ter uma marca que cubriria a faixa de negócios relacionada ao fast fashion isto é, de roupas menos caras e com trocas de coleções mais freqüentes.
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A internacionalização das grifes era um dos objetivos centrais da empresa. "O Brasil já reúne as condições para ser um grande exportador de marcas", afirmava Mello. Disto nós sabemos_ em virtude de ter sido uma de nossas primeiras experiências neste setor_, tanto que as tradings não trabalham apenas com grandes exportaçõs. O foco do Grupo Guarará Jardins, desde o início, foi a internacionalização, na junção que o tornou um grupo. Em todos os seguimentos, existem meios de exportar, onde as pequenas empresas participam efetivamente do negócio_ desde que consigam atender a procura do mercado internacional, pois, do contrário, perderá o cliente estrangeiro, sem sombra de dúvidas! Porém, o projeto de internacionalização da I'M era muito grande e ambicioso, fazendo uma junção de muitas empresas de moda que objetivavam as vendas no exterior, e assim deveria incluir a volta do estilista Fause Haten à semana de moda de Milão --Herchcovitch já desfilava em Nova York.
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A primeira aquisição do grupo HLDC foi a Zoomp, em 2006. Mello afirmava que empresa havia crescido 38% desde a compra. Só desta grife seriam abertas oito novas lojas em 2008. A Zapping, adquirida na mesma época, também ganharia uma loja no bairro dos Jardins, neste semestre. A grife Fause Haten deveria inaugurar três novos endereços.
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A partir daquele momento, os licenciamentos relacionados à moda da Fause Haten e das marcas do estilista Alexandre Herchcovitch passariam a ser controlados pela holding. Os dois designers, porém, teriam autonomia para fazer licenciamentos em outras áreas que não a da moda --como, por exemplo, o de objetos para casa que Herchcovitch assina na Tok&Stok. Neste caso, a I'M não participará do negócio, por ser negócios exclusivos em nome dos estilistas propriamente ditos.
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"Vamos estruturar a indústria de moda no país. O Brasil só tem a ganhar com isso", dizia Mello. "Daqui há dois anos, o cenário da moda será muito diferente do de hoje." Ele previa que, em breve, haveria shoppings que teriam até seis lojas do grupo, com as diferentes grifes da I'M. Com um amplo portfólio de marcas, ALÉM DA COMPRA DE DA EMPRESA DE CELULARES BENQ, ele esperaria ganhar competitividade na negociação com fornecedores de matéria-prima e ampliar a venda de todas elas para o atacado, ao reuni-las num só showroom, que seria instalado nos Jardins.
...

*****Quantas coisas das quais não vimos... Quanta promessa absurda e desonrosa...
Vocês imaginam qual foi o fim desta história??? Tão-logo, na próxima matéria, postarei o destino terrível do Grupo I'M diante de suas "boas intensões", bem como a destituição de seus donos da gestão_ feita pelos credores_ , conforme elencado em nosso ordenamento jurídico comercial.

sexta-feira, fevereiro 06, 2009

NOTA TRISTE: À UNIÃO DOS MORADORES E DO COMÉRCIO DE PARAISÓPOLIS

No dia 31 de janeiro, havíamos colocado uma breve chamada para as próximas postagens, sendo, POR UM LADO, a semana de alta-costura Paris_ iniciando com Louis Vuitton_ e, POR OUTRO, o projeto social “Escola do Povo”, da comunidade de Paraisópolis, no Bairro do Morumbi, onde eu entrevistaria meu ex-professor da academia de Direito e colaborador desta grande responsabilidade social na comunidade_ dentre outros projetos, o mestre Sérgio Audician que, com muita alegria e presteza, posicionaria para futura entrevista, o presidente da União dos Moradores e do Comércio de Paraisópolis, Gilson Rodrigues. Lamentavelmente, no dia seguinte à postagem, tivemos uma surpresa de cunho triste...

No domingo, 01 de fevereiro, os moradores da comunidade viveram o “inferno” de perto e, alguns deles, puderam sentir tal desprazer na própria pele_ por exemplo, o caso de um soldado e de um comandante que, em pleno exercício de suas funções, foram atingidos por um projétil. Infelizmente, um grupo de manifestantes revoltados da comunidade_ que comporta mais de 84.000 pessoas, dentre trabalhadores, idosos e crianças_ protagonizaram cenas de horrores, ao interromper o trânsito de uma das principais avenidas do Morumbi, deprecando e incendiando carros, queimando madeiras, destruindo estabelecimentos comerciais da região, além de interditarem as entradas da comunidade e atentarem até mesmo contra o helicóptero Águia da Polícia Militar. Somente no domingo_ início da barbaridade, haviam 120 policiais e 60 carros no interior da comunidade, sendo a autoridade policial do bairro do Morumbi, além de policiais da Tropa de Choque e da Força Tática. O local, que é composto por três complexos_ Paraisópolis, Jardim Colombo e porto Seguro, ocupa uma área de um milhão de metros quadrados. Sabemos que isto corresponde a quase 100 hectares de terra.

Imaginemos quantas pessoas acuadas, sem ter para onde correr com seus filhos, perdendo o pouco que conseguiram com dignidade_ pois muitas das trabalhadoras, por exemplo, são empregadas domésticas nos arranha-céus da região_ , e mais, perdendo o seu direito de ir e vir, por conta do vandalismo de outrem.

Completamente estarrecida, tanto quanto surpresa com a situação (então inesperada até a noite do dia 31, quando postei a chamada com enorme admiração ao lindo trabalho social que vem sendo executado no local), lamento muito a situação e, assim, desejo que o mestre supremo coloque arrependimento nos corações dos responsáveis, para que, no entanto, o mestre Sérgio Audician possa dar continuidade no seu lindo projeto da escolinha da Bíblia_ à céu aberto, reunindo os anjos daquele local_ , e que o presidente da UMCP, Gilson Rodrigues, juntamente de sua equipe, possa ter todo o aparato necessário a fim de manter o controle das atividades locais e, crucialmente, a paz para todas as famílias, vítimas desta violência absurda, oriunda dos fracos, em face da vida digna e honesta de seus semelhantes.

Gostaria de frisar a grande relevância desses projetos sociais na vida das pessoas adultas_ para que possam adquirir outra concepção de vida, sobretudo na criação de seus filhos_ , bem como a suma importância na vida das crianças, para que, tão-logo, elas possam reconhecer que os atos dos responsáveis por toda e qualquer postura inadequada em sociedade não são regras de conduta senão situações isoladas, por maiores que sejam esses atos; por mais constantes que possam ser.

Tudo ficará bem... brevemente, esboçaremos o trabalho social, na comunidade, com grande apreço pela linda transformação na vida da maioria de seus membros, a cada dia...


“A União dos Moradores lutará com todas as suas forças para que essas cenas nunca mais voltem a se repetir em frente as nossas casas e ao lado de nossos filhos!”

Gilson RodriguesPresidente da União dos Moradores e do Comércio de Paraisópolis

FOTO QUE O MESTRE SÉRGIO AUDICIAN ME ENVIOU POR E-MAIL:
EXATAMENTE NA MANHÃ DE DOMINGO, DIA 01/02,
EM MAIS UM DE SEUS ENCONTROS, CUMPRINDO PARTE DE SUA LINDA MISSÃO NA ESCOLINHA DA BÍBLIA, JUNTO AOS ANJOS DE PARAISÓPOLIS.



"Vamos orar pela vida das nossas crianças e das famílias em Paraisópolis- Agradecemos a Deus pela proteção no domingo, estávamos muito..muito próximos..."




"Elas estão entre os predios do Morumbi e 80000 pessoas que vivem na Comunidade de Paraisopolis. Nossa crianças, ...Lampadas ...pequenas luzes que levam no coração já muitas delas o amor de Jesus a seus lares... Salud Salud Prof. Audician



FORÇA, MESTRE!

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

TEMPORADA DE ALTA-COSTURA DE PARIS- LOUIS VUITTON VERÃO 2009 -

AS FOTOS E O SILÊNCIO

Sem legenda- Em respeito as vítimas dos acontecimentos do dia 01/02, na comunidade de Paraisópolis, por conta dessa adversidade social em que há na terra, sobretudo pela escassez de educação, universidades públicas, enfim, pela carência de políticas públicas no Brasil_ o que traria "outra visão" a todas as categorias socias.







































































































sábado, janeiro 24, 2009

PARABÉNS PRA VC NESTA DATA QUERIDA; MUITAS FELICIDADES, MUITOS ANOS DE VIDA!!!

Uma criança linda, beleza incomparável, cinematográfica mesmo: é seu filho! "Mas puxou a mãe e não quer ser modelo!" Mas também não quer ser advogado. Já está na 5ª série e disse que já está estudando para ser um grande médico- e não é que ele tem cara e comportamento de médico mesmo??? Avanteeee Pablito!!!!!!!
É seu filho lindo e privilegiado!!!!!!!!!

Você em seu escritório. Com esse sorriso perfeito, esse nariz perfeito nesse rostinho hexagonal (o estilo mais perfeito entre todos os tipos de rostos) , eu seria um 'miss".


Você e o sucesso da fábrica no Brás.
Mira em palestra.


 Olhar para esta foto nos trás lindas lembranças!
 lembra desse dia? Foi dia 24/01, e não foi por acaso...
Esperamos que hoje seu ap fique assim mais uma vez... Resultado de alegria e comemoração. Esta é só pra vc recordar...

ESTA É UMA SINGELA HOMENAGEM DOS SEUS AMIGOS QUE TE AMAM!!!!!!!!!!!!!!!!!



SAÚDE, PAZ, AMOR, FAMÍLIA, HARMONIA, AMIGOS, PROJETOS, REALIZAÇÕES, FORÇA, FÉ, VITÓRIA, SUCESSO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!



VIDE TUDO O QUE VOCÊ JÁ TEM, QUE PERMANEÇA E MULTIPLIQUE MIL VEZES MAIS.




Obrigado por fazer parte deste sonho! Em suas palavras, "um trabalho bem executado é um sonho"!






Em nome dos amigos e colaboradores do Grupo GJ



Uma breve invasão de Maria Helena, Roberta, Leandro, Andrezinho, Kion, Malú, Analú, Nádia, Henrique, francesinha, Juba, Alê, Dani, Danillo, Rafinha... e de toda a parte da operação, nas terceirizações da vida... receba nosso carinho nosso respeito pelo ser-humano lindo diante de nós, por dentro e por fora, cheio de energia positiva!!! Seja feliz, moça linda!!! Você nasceu virada pra lua msmo!!!




FELIZ ANIVERSÁRIO!!!!!!!!!!!!!!



POSTADO POR NÓS, SEUS COLEGAS DE TRABALHO E AMIGOS DO CORAÇÃO: INVASÃO!
DEIXAMOS CLARO QUE SEU NOME AÍ EMBAIXO É MERA COINCIDÊNCIA.
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