PARTINDO DA ÚLTIMA MATÉRIA, VEJA O RESULTADO DE TAMANHO "INVESTIMENTO" DA I'M, QUE SE VALEU DE MUITOS CRÉDITOS/EMPRÉSTIMOS PARA DESNVOLVIMENTO DE SEU CURTO TRABALHO:
RESULTADO- ABRIL DE 2008: Donos da holding de moda I’M são destituídos da gestão por credores.
Os investidores Enzo Monzani e Conrado Will não estão mais à frente da holding de moda I’M, que além da Zoomp, é dona da Clube Chocolate e da grife Fause Haten. A queda foi terrível! Também vendem a empresa de celulares BenQ para empresário estrangeiro. Após uma dura negociação, o fundo carioca Global Capital, um dos principais credores da companhia_ que lhe faziam tais empréstimos, conseguiu destituí-los da gestão financeira e administrativa. A saída da “dupla” foi a condição imposta pelo fundo para a entrada de um novo aporte de capital no valor de R$ 20 milhões. A expectativa é que o dinheiro devolva fôlego ao grupo, hoje envolvido em graves problemas financeiros.
*
Os investidores não venderam as ações, mas a partir de agora a I’M será comandada por um comitê formado por sete membros - quatro indicados pela Global Capital e três apontados por Enzo e Conrado. “Estamos montando uma força-tarefa. Ao mesmo tempo que contratamos uma auditoria (KPMG) para descobrir o tamanho real da dívida, vamos fazer um plano de negócios para restabelecer o fluxo de mercadorias na Zoomp, que é a prioridade agora, pois representa 90% da receita do grupo”, afirmava o presidente da I’M, Vicente Mello.
*
A situação crítica do grupo ficou mais visível com a saída do estilista Alexandre Herchcovitch no mês de maio de 2008. Há duas semanas, a Zoomp praticamente parou. Algumas confecções deixaram de entregar mercadorias por falta de pagamento, já que as peças são confeccionadas em fábricas como a Guarará Jardins, de acordo com seu segmento, mantendo parcerias profissionais por meio da terceirização.
*
Desde então, os problemas da Zoomp passaram a crescer de maneira exponencial, chegando à situação ora citada.

Em nosso meio empresarial, chamamos isto de economia criativa e, de acordo com a equipe do grupo Guarará Jardins, fabricante de alta-costura que fabrica para duas marcas e vende peças com o selo de sua grife para algumas boutiques brasileiras, é possível afirmar que esta prática das grifes populares é comum no exterior.
Modelos de bolsas Guarará Jardins inspirados em John Galliano da Christian Dior.

Super bolsa Gucci (em minha foto do perfil, no avatar): inspiração para a Guarará Jardins na França.

No mundo, o maior exemplo é a LVMH, sigla do conglomerado francês de marcas de luxo, Louis-Vuitton-Moët-Henessy, do megaexecutivo, Bernard Arnault. Sob o guarda-chuva da LVMH estão marcas de alta costura e prêt-a-porter (Dior, Louis Vuitton, 50% da Fendi, etc.), perfumes (Givenchy, Guerlain, etc.), relógios e jóias (Tag Heuer, Chaumet, etc.), e outras, totalizando cerca de cinqüenta grifes.

Os outros dois grupos, menores, mas também com grifes de peso são François Pinault, conhecido como PPR (YSL, Stella McCartney, Alexander McQueen, Gucci, etc.) e o Grupo Prada que inclui a Prada, Jil Sander, entre outras, e os 50% restantes da Fendi.
Liderando a tendência está o grupo HLDC, dos sócios Enzo Monzani e Conrado Will, do mercado de capitais (bancos Patrimônio e Pátria), que formaram a I’M (Identidade Moda), dirigida por Vicente Mello, para gerenciar as marcas Alexandre Herchcovitch, Clube Chocolate, Cúmplice, Fause Haten, Zapping e Zoomp.Essas duas últimas foram vendidas ao grupo pelo empresário-estilista Renato Kherlakian, no ano passado, mas ele já havia traçado novos projetos com a I’M: - Vou fazer a minha marca de moda masculina, a RK, e abrir uma loja nos Jardins. Expansão Na onda de aquisições, está a In Brands, que recebeu recursos do banco UBS, e detinha, naquele momento, a Ellus e a 2nd Floor, mas já tem outras na mira.
No ano passado, no back stage do SPFW, foi perguntado ao estilista sobre o controle acionário de sua empresa pela I’am_ já que esta adquiriu a Fause Hauten em 100%. Ele respondeu que teria mais tempo para criar.
INFELIZMENTE, ILUSÃO! De um modo geral, alguns criticavam a “quebra de monopólio” em face de uma análise nacionalista. Penso que não houve maior desafio para os atores sociais envolvidos senão a adversidade de opiniões a fim de buscar um equilíbrio, até porque o fato está consumado e eis os resultados mais claros do que nunca!
RESULTADO- ABRIL DE 2008: Donos da holding de moda I’M são destituídos da gestão por credores.Os investidores Enzo Monzani e Conrado Will não estão mais à frente da holding de moda I’M, que além da Zoomp, é dona da Clube Chocolate e da grife Fause Haten. A queda foi terrível! Também vendem a empresa de celulares BenQ para empresário estrangeiro. Após uma dura negociação, o fundo carioca Global Capital, um dos principais credores da companhia_ que lhe faziam tais empréstimos, conseguiu destituí-los da gestão financeira e administrativa. A saída da “dupla” foi a condição imposta pelo fundo para a entrada de um novo aporte de capital no valor de R$ 20 milhões. A expectativa é que o dinheiro devolva fôlego ao grupo, hoje envolvido em graves problemas financeiros.
*
Os investidores não venderam as ações, mas a partir de agora a I’M será comandada por um comitê formado por sete membros - quatro indicados pela Global Capital e três apontados por Enzo e Conrado. “Estamos montando uma força-tarefa. Ao mesmo tempo que contratamos uma auditoria (KPMG) para descobrir o tamanho real da dívida, vamos fazer um plano de negócios para restabelecer o fluxo de mercadorias na Zoomp, que é a prioridade agora, pois representa 90% da receita do grupo”, afirmava o presidente da I’M, Vicente Mello.
*
A situação crítica do grupo ficou mais visível com a saída do estilista Alexandre Herchcovitch no mês de maio de 2008. Há duas semanas, a Zoomp praticamente parou. Algumas confecções deixaram de entregar mercadorias por falta de pagamento, já que as peças são confeccionadas em fábricas como a Guarará Jardins, de acordo com seu segmento, mantendo parcerias profissionais por meio da terceirização.
*
Desde então, os problemas da Zoomp passaram a crescer de maneira exponencial, chegando à situação ora citada.

Em nosso meio empresarial, chamamos isto de economia criativa e, de acordo com a equipe do grupo Guarará Jardins, fabricante de alta-costura que fabrica para duas marcas e vende peças com o selo de sua grife para algumas boutiques brasileiras, é possível afirmar que esta prática das grifes populares é comum no exterior.Super bolsa Gucci (em minha foto do perfil, no avatar): inspiração para a Guarará Jardins na França.
Mas, infelizmente, sucedeu aquilo que vínhamos presumindo e observando já há um bom tempo, até a data de ontem, 09/02, com o triste ocorrido na fábrica da Zoomp, por ora, tão prejudicada. Sem capital e com imensas dívidas, holding da moda disse, ainda no ano passado, ter sofrido tamanha pressão, à ponto de ser acusada até de anunciar a compra da grife Cúmplice sem ter fechado negócio. Depois de tamanhas promessas em cada causa... os efeitos!
*****
EXEMPLOS MUNDIAIS DO NEGÓCIO:
No mundo, o maior exemplo é a LVMH, sigla do conglomerado francês de marcas de luxo, Louis-Vuitton-Moët-Henessy, do megaexecutivo, Bernard Arnault. Sob o guarda-chuva da LVMH estão marcas de alta costura e prêt-a-porter (Dior, Louis Vuitton, 50% da Fendi, etc.), perfumes (Givenchy, Guerlain, etc.), relógios e jóias (Tag Heuer, Chaumet, etc.), e outras, totalizando cerca de cinqüenta grifes.
Os outros dois grupos, menores, mas também com grifes de peso são François Pinault, conhecido como PPR (YSL, Stella McCartney, Alexander McQueen, Gucci, etc.) e o Grupo Prada que inclui a Prada, Jil Sander, entre outras, e os 50% restantes da Fendi.
François Pinaut - PPRNo Brasil, depois de duas aquisições que mexeram com o mercado de moda, a da Rosa Chá pelo Grupo Marisol e a Sommer pela AMC Têxtil, os investidores finalmente perceberam que moda é investimento.
Liderando a tendência está o grupo HLDC, dos sócios Enzo Monzani e Conrado Will, do mercado de capitais (bancos Patrimônio e Pátria), que formaram a I’M (Identidade Moda), dirigida por Vicente Mello, para gerenciar as marcas Alexandre Herchcovitch, Clube Chocolate, Cúmplice, Fause Haten, Zapping e Zoomp.Essas duas últimas foram vendidas ao grupo pelo empresário-estilista Renato Kherlakian, no ano passado, mas ele já havia traçado novos projetos com a I’M: - Vou fazer a minha marca de moda masculina, a RK, e abrir uma loja nos Jardins. Expansão Na onda de aquisições, está a In Brands, que recebeu recursos do banco UBS, e detinha, naquele momento, a Ellus e a 2nd Floor, mas já tem outras na mira.
Os irmãos Anderson e Jefferson Birmann cederam 25% de sua marca de calçados à Tarpon All Equities de Pedro de Andrade Faria. Egresso da Nike, o executivo Dipa DiPietro assumiu a direção de branding no tradicional Grupo Pasmanik (Cori e Luigi Bertolli) para expandir o portfolio de suas marcas.
No ano passado, no back stage do SPFW, foi perguntado ao estilista sobre o controle acionário de sua empresa pela I’am_ já que esta adquiriu a Fause Hauten em 100%. Ele respondeu que teria mais tempo para criar.
INFELIZMENTE, ILUSÃO! De um modo geral, alguns criticavam a “quebra de monopólio” em face de uma análise nacionalista. Penso que não houve maior desafio para os atores sociais envolvidos senão a adversidade de opiniões a fim de buscar um equilíbrio, até porque o fato está consumado e eis os resultados mais claros do que nunca!
Para a economista, Lídia Goldenstein, é “um complexo de atividades profundamente ancoradas nas economias urbanas e que são propulsoras de inovação e da ampliação da capacidade produtiva do conjunto da economia nacional, inclusive de setores considerados mais tradicionais”.
Lala Deheinzelin, superintendente de cultura do Núcleo de Estudos do Futuro da PUC-SP, esboça a situação de maneira mais simplificada: - Trata-se de um guarda-chuva que abrange atividades que têm a criatividade e os recursos culturais como matéria-prima. Um aspecto da economia criativa, o de formar conglomerados que detém uma parte ou a totalidade do controle acionário de empresas de moda.
“Um raio não cai duas vezes em um mesmo lugar”_ raio este que inspirou a sua própria decisão de fabricar as primeiras calças que mudariam a história da moda, em 1974. Desejo sorte ao colega Renato, figura ilustre para nós, usuários de suas excelentes peças e seus discípulos no mundo "da moda". Modéstia parte, me refiro a sua empresa fazendo alusão apenas ao mundo dos negócios: hoje, fabrico roupas; amanhã, não mais: fabricarei carne seca e embutidos; fabricarei livros; fabricarei "negócios", desde que lícitos.
O mundo dos negócios não implica necessariamente em paixões culminadas às nossas habilidades profissionais. Isto é empreender! Mas quem teve o privilégio de conhecer o Renatinho bem sabe que ele não é apenas um empreendedor_ como em nosso caso... Na verdade, ele é o criador de um reduto de moda fascinante que mexe com os sonhos dos fashionistas!
Portanto, sabemos que se erguerá com verdadeira proeza e atitude.
“Um raio não cai duas vezes em um mesmo lugar”_ raio este que inspirou a sua própria decisão de fabricar as primeiras calças que mudariam a história da moda, em 1974. Desejo sorte ao colega Renato, figura ilustre para nós, usuários de suas excelentes peças e seus discípulos no mundo "da moda". Modéstia parte, me refiro a sua empresa fazendo alusão apenas ao mundo dos negócios: hoje, fabrico roupas; amanhã, não mais: fabricarei carne seca e embutidos; fabricarei livros; fabricarei "negócios", desde que lícitos.
O mundo dos negócios não implica necessariamente em paixões culminadas às nossas habilidades profissionais. Isto é empreender! Mas quem teve o privilégio de conhecer o Renatinho bem sabe que ele não é apenas um empreendedor_ como em nosso caso... Na verdade, ele é o criador de um reduto de moda fascinante que mexe com os sonhos dos fashionistas!
Portanto, sabemos que se erguerá com verdadeira proeza e atitude.
Esse raio é seu, cara!


































